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O ciclo de abordagem inicia com o recenseamento da população em situação de rua. É realizada uma reunião de planejamento onde se define o local e os critérios de realização do censo, assim como o método de coleta e registro dos dados. Equipes (compostas por associados da ABLUSA e voluntários) percorrem as regiões determinadas e com base nos critérios definidos identificam o público-alvo do trabalho. Ao longo destes anos de atuação, a ABLUSA identificou três grupos de pessoas em situação de rua: "o morador de rua circunstancial" - vive nas ruas por falta de vínculo, condição material ou psicológica. É levado as ruas por pobreza, drama familiar e dependência química. Parcela importante desta população ainda tem forças para lutar pela sobrevivência, executando serviços de coleta de sucata. "o morador de rua adaptado" - é aquela pessoa que, independente dos motivos que o levaram a esta situação, reside na rua há vários anos e está adaptado a esta situação, seja num bueiro, sob um viaduto, buraco ou caixa de papelão. Os três tipos de "moradores de rua" são contemplados por este programa, que tem como premissas o respeito à vontade e decisão da pessoa abordada e o senso da igualdade humana. Por enquanto, o objetivo do trabalho é minimizar danos à pessoa que está vivendo na rua. Entender o que significa "minimizar danos" para cada pessoa abordada é o resultado de um processo de criação de vínculo de confiança entre o abordado e o abordador. Ao primeiro grupo, o de pessoas que vivem nas ruas por falta de opção de moradia e que costumeiramente apresentam dependência química, destina-se o Projeto ABLUSA-CTH. Enquanto o CTH ainda está em fase de Projeto e para que possamos prover atendimento aos outros grupos de pessoas, o setor de Assistência Social busca manter parcerias com albergues, casas transitórias, hospitais e outras instituições públicas ou privadas. Além da abordagem individual, uma segunda estratégia do Programa está sendo colocada em prática desde junho/2006: a abordagem em grupo. Mensalmente os abordadores da Ablusa se reúnem em região de alta concentração de moradores de rua, levando manifestações de arte como: música com violão, dobraduras (origami), desenho, etc. Nesta situação descontraída, ouvimos as histórias de vida suas queixas e seus sonhos. O objetivo deste trabalho é fortalecer o vínculo dos abordados com a Instituição. Os resultados têm sido positivos. Procedimentos de Abordagem à pessoa em situação de rua:
Atualmente, nosso Censo identificou 50 pessoas em situação de rua, dentre os quais 18 estão sendo acompanhados por 13 abordadores voluntários. |
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